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21 janeiro 2009

Homeopatia - um despertar na medicina

"Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo,
nem encontrar uma vida plena,
sem sentir-se compreendido por uma pessoa,
pelo menos".

[ Paul Tournier , M.D.]

Compreensão ... de sua dor, de seu estado, de seu mal estar, ou talvez, desta solidão e falta de graça que assola a humanidade nestes últimos tempos !
Compreensão e escuta... são os principais pedidos das pessoas que chegam até os nossos consultórios médicos .

Foi pensando então , em todos que nos procuram , e que adotam a homeopatia , não só como terapêutica, mas também como uma filosofia de vida... que nos propomos a repensar a saúde e a doença, o diagnóstico e tratamento, com uma visào integrativa , fazendo uma abordagem de totalidade e não só em compartimentos estanques. Uma nova forma de pensamento, no desejo de um mundo melhor.

Assim, entendemos que o médico homeopata procura tratar não apenas suas doenças, mas entendê-lo neste complexo corpo-mente. Sob a inflencia de fatores externos, sociais, familiares, profissionais e do meio ambiente; cada pessoa reage às agressões externas e internas de uma forma muito particular, individual, que pode se alterar em várias circunstâncias - clima, hora do dia, estações do ano, alimentação, tempo e temperatura, além de tantos outros fatores.

Para que o tratamento tenha êxito, cabe ao médico e ao paciente construírem juntos este quadro, com a maior riqueza de detalhes possível, onde toda a história clínica e laboratorial são registrados de forma particular.

Os medicamentos homeopáticos são substâncias extraídas da natureza a partir de plantas, animais ou minerais. Podem ser apresentados na forma líquida, glóbulos, tabletes ou pó.
É muito comum as pessoas confundirem medicamentos homeopáticos com medicamentos de manipulação. É necessário fazer bem a distinção entre eles, porque são diferentes, com finalidades e formas de atuação distintas.

Estaremos escrevendo nos próximos dias, no blog, sobre a homeopatia. Estaremos esperando comentários e dúvidas de todos, para que possamos compartilhar de tal conhecimento e minimizar as questões vindas sobre a homeopatia.

14 janeiro 2009

Homeopatia no Globo Repórter

Amigos , o Globo Repórter,
no dia 23 de janeiro de 2009,
irá falar sobre
a ação da homeopatia na dengue ,
no município de Macaé!

Uma belíssima oportunidade de conhecermos mais sobre
a homeopatia e este trabalho!

30 novembro 2008

FELICIDADE PERENE?

Dra. Tânia Salgado
[Pós-graduata em Terapia Sistência
de Família e de Casal]

No bojo da família está o casal. Dois seres de sistemas familiares diferenciados, com eventos, ritos, lembranças e marcas específicas das diversas tramas geracionais. Conciliar desejos, sonhos familiares e pessoais, projeções míticas, eis o grande desafio do casal. Cada um com seu mito familiar entrecruzando novos e antigos ritos, na formulação de novas tramas familiares. O casal vai agora conviver, isto é, viver com o outro. Tem-se o fim de um processo e o início de um outro, bem mais complexo por determinar a convivência de dois seres até então, estranhos.

No Brasil, a grande maioria só sai de casa para constituir uma outra família e, pr isso mesmo, uma aura de romantismo envolve o casal e a própria cerimônia de casamento (ritual) favorece tal entendimento. Para as famílias de ambos o casamento tem significados diferentes, pois pode representar a possibilidade de acomodação dos filhos, a perpetuação da família através dos netos e a difícil/fácil interação com um estranho. Tantos as famílias quanto o novo casal, estarão colaborando na formulação de um sintoma para o próprio casal, se compreenderem que ambos terão que ter sucesso profissional, sucesso como pais e sucesso como casal. A obrigatoriedade e o padrão de sucesso criam amarras, espaço fértil para a instabilidade da relação. Torna-se um terreno fértil para os sintomas.

Um primeiro mito já se compõe como elemento complicador na vida um casal, posto que romanticamente a cultura brasileira cria o Mito de Felicidade, num padrão de felicidade perene. Mário de Andrade critica a tradição da família brasileira, arquétipo de uma vida perfeita, eternizada em benefícios e prodígios que parecem perenes. “Felizes para sempre”.

Iniciar uma relação com o peso de uma felicidade perene, imutável, impõe a ambos uma não cordialidade nas diferenças e uma culpabilização. Iara Camarata, no livro “A Escolha do Cônjuge”, acentua que há uma existência de uma memória emocional que compõe o mental do indivíduo e que por isso mesmo, torna-o capacitado a agir sem uma consciência perene de si mesmo.

”Estímulos atuais, fornecidos por interesses e/ou por objetos significativos, que surgem no espaço externo, podem fazer com que se movimentem fontes de energia até então insuspeitas, São evocados sentimentos e fantasias, são provocados impulsos e emoções, aos quais o sujeito pode nem ao menos perceber, mas dos quais sofre sensível influência”. [Camarata, 2002, p. 36]

Passado! Presente! Infância! Família! Lembranças! Há toda uma história ativa e imperceptível que subsidia o ser à ação, sem que ele mesmo possa ter conhecimento pleno deste universo amplo, sistêmico e circular que o torna ser concreto.

Como se processa a escolha? Que força estabelece a atração seletiva entre dois seres na composição do tão almejado título de casal? A escolha do cônjuge se processa, na maioria das vezes, sem que haja consciência dos enlaces geracionais.

Pra terminar esse pequeno texto, vale lembrar Minuchim: “O casamento não é algo que se entra, como o estado do Arizona; é algo que se cria. E, às vezes, é algo que se recria.”

Médica-
Título de Especialista em Homeopatia - adulto e criança
Título de Especialista em Oftalmologia
Pós-graduada em Terapia Sistêmica de Família e de casal
Pós-graduada em Dependência Química e outros transtornos compulsivos

15 novembro 2008

Um novo conceito de família - Dra. Tânia Salgado


No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição há séculos.
E a alegria de todos, e a minha,
Estava certa como uma religião qualquer
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha grande saúde de não perceber coisa nenhuma.
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter esperança que os outros tinham por mim
Quando vim a ter esperança, já não sabia ter esperança.
Álvaro de Campos

O poeta ao expressar sua própria dor de não saber mais ter esperança, descortina o quanto à relação entre os seres humanos tem caráter projetivo, sistêmico e geracional. Revela de como de geração em geração a família cria marcas, sonhos e esperanças que devem ser cumpridas, obedecidas, como garantia de uma crença perpetuada. Cabe ao outro a carga da felicidade de alguns ou de um. Uma felicidade gerada sob o olhar do outro. ”O Olhar do outro esconde seus sonhos (...) O sentido está guardado no rosto com que...miro. E eu não... miro com meus olhos”. (ALVES, 2002)

O que perpassa os olhares numa família? Que marcas são essas instituídas no seio de uma família ou de um casal? Como se pode compreender o sentido de lealdade que os membros de uma família corroboram até mesmo quando escolhe seu cônjuge? Como os mitos familiares são gerados e geradores de padrão de felicidades?
Atemporalmente perpassam crenças que se transformam na composição do que pode ser chamado de verdades com marcas fechadas em si mesmas. “Felizes para sempre”. Que felicidade é essa? Que padrão de felicidade vai sendo ajustado nos tempos históricos? Que influência cada cultura determina nesse padrão?

A felicidade perene permanece como verdade absoluta, expressa pelo desejo e alimentada por um processo utópico que dificulta e, muitas vezes, imobiliza o indivíduo. Manter um casamento nos padrões tão definidores e permanentes de felicidade, como se fosse algo cotidiano e fruto de um bem-estar também cotidiano, torna-se cada vez mais complexo e difuso.

No mundo pós-moderno o mito felicidade tem escravizado muitos relacionamentos por ter sido projetado e simbolizado em verdades individualistas, de consumo e de imediatismo. Apesar de ter sido desvendo o prazer não como pecado, mito anterior a esse tempo, o desejo tem sido conduzido de forma a considerar ainda a não-temporalidade, a perenidade e a ditadura do prazer.
Raquel Paiva apresenta uma anedota conhecida de muitos e que traduz um importante eixo da sociedade brasileira.

“A anedota não é nova: na selva, dois caçadores desprevenidos vêem-se faca a face com um tigre devorador de homens. A munição terminou, eles estão a pé, calçados com longas e pesadas botas. Um deles, prontamente, começa a descalçar as botas e por seus tênis de corrida, por sorte guardada na mochila. O outro, surpreso, lhe diz que de nada adiantará aquilo, pois jamais conseguirá correr mais do que o tigre. E recebe uma resposta esperta e tranqüila: Eu não pretendo correr mais do que o tigre, basta-me correr mais do que você.” (1994, p. 20)


O correr mais do que o outro, o falar mais que o outro, o estar à frente do outro. Velocidade. Competição. Regras comuns a sociedade neoliberal. A alma humana impôs-se um permanente disputar de espaço exacerbado num individualismo que acaba por negar a própria individualidade. Competitividade/ individualismo, proximidade geográfica /distanciamento afetivo, tornam-se dualidades reais e formuladora de novos Mitos, ou pelo menos de Mitos, como o da Felicidade que sofre mutações históricas no próprio decorrer do tempo.

Nesse universo ativo de redes e de circularidade excessiva de informações está inserida a família, alimentando e sendo alimentada por outros padrões. A família como instituição estática, desmorona-se, o “famulus”, o escravo doméstico, ou a “família”, o conjunto de escravos, perde-se como expressão contemporânea. O casamento na expressão “famulus” vem perdendo-se, fundamentalmente por consistir na geração e manutenção masculina que proporcionava um centro gravitacional e também numa indissolubilidade - princípio fechado em si mesmo. A família quanto substantivo, instituição, tem-se fraturado, fragmentado, mas a instituição se amplia no verbo instituir. Um novo conceito de família é construído e, isso sim, é permanente na História da Humanidade.

[Médica-
Título de Especialista em Homeopatia - adulto e criança

Título de Especialista em Oftalmologia
Pós-graduada em Terapia Sistêmica de Família e de casal
Pós-graduada em Dependência Química e outros transtornos compulsivos]
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